Processador mais forte
A mesma CPU dos computadores TK da época. Superava em hardware até o Atari original.
Nosso lançamento · 2026
43 anos depois do primeiro console, o Dynavision volta de cara nova: preto, com luz roxa e o logo VD. A imagem abaixo é o nosso lançamento.
Logo VD iluminado
Controle com luz roxa
Entradas USB frontais
1983 → 2026 · 43 anos
Antes de existir internet, loja online ou console importado na prateleira, uma empresa brasileira pegou o Atari e fez melhor. Aqui você conhece a história, os produtos e joga no nosso fliperama, direto no navegador.
Capítulo 1
No início da década de 1980 o Brasil vivia uma franca recessão. O Cruzeiro, a moeda da época, era devorado por uma inflação que chegava a 120% ao mês. Importar eletrônicos seria a saída, se o governo não tivesse criado a Lei da Reserva de Mercado: na teoria, ela protegia a indústria nacional da concorrência estrangeira; na prática, legalizava a cópia e o contrabando de componentes.
Conhecendo os meandros dessa lei, muitas empresas copiavam produtos de sucesso lá fora e os vendiam ao público brasileiro. A febre da vez eram os videogames da Atari, que entravam no país escondidos na bagagem de quem podia viajar, ou contrabandeados via Paraguai. Tudo ficava caro demais.
A solução foi produzir tudo aqui. Sem poder trazer o Atari, empresas brasileiras criaram consoles compatíveis e cartuchos clonados. A recém-nascida Dynacom, junto com o grupo Canal 3, passou a copiar cartuchos de Atari para atender a uma demanda que não parava de crescer.
Capítulo 2
A mesma CPU dos computadores TK da época. Superava em hardware até o Atari original.
Pioneiro no Brasil com entrada frontal para os controles, e joysticks mais anatômicos.
Na troca de cartucho, a TV ficava escura e muda. Nada do famoso “chuvisco”. Teste no nosso fliperama.
Um acessório transformava o console em computador para programar em BASIC.
Capítulo 3
O Dynavision foi um sucesso, e muitos o consideram o melhor clone de Atari já produzido. Mas o padrão Atari começou a cair, e a Dynacom viu o Nintendo vendendo como pão quente lá fora.
Veio o Dynavision 2: parecia o anterior pintado de branco, com os mesmos joysticks “manche de avião”, mas com imagem e som muito superiores. Só que dessa vez a concorrência também caprichou, com o Turbo Game da CCE e o Hi-Top Game da Milmar.
A resposta foi o Dynavision 3, o melhor clone de NES já feito: Turbo Pad com botão A+B, entrada dupla para cartuchos de 60 e 72 pinos, painel de toque e som estéreo no fone ligado ao controle. Pena que os 16 bits já tinham chegado.
Capítulo 4
O Megavision, único clone de Mega Drive lançado no Brasil, durou pouco: a Tec Toy, representante da Sega, acusou pirataria e a produção parou. Presa aos 8 bits, a Dynacom lançou o Megaboy e o Handyvision, sem fio e interessantes, mas já defasados.
Vieram N64, PlayStation e Dreamcast, e a Dynacom insistia no Dynavision 4, depois no PC Game e no Wi Vision. Em 2010 a produção acabou e a marca foi alugada à Ceder Eletrônica, de Manaus, que trouxe o Dingoo e criou o Dynavision Cybergame.
Após reclamações de qualidade, a Dynacom cassou a marca, queimou os estoques e tirou o site do ar. Um triste fim para uma empresa que, mesmo copiando mais do que criando, marcou a história dos games no Brasil.
Linha do tempo
Arraste para os lados ou use as setas.
Compatível com Atari, CPU mais forte, joystick frontal e silenciador.
Entra no padrão Nintendo 8 bits. Imagem e som muito superiores.
Turbo Pad, conector duplo 60/72 pinos, painel de toque e som estéreo.
O único clone de Mega Drive do Brasil. Suspenso após disputa com a Tec Toy.
Atari portátil sem fio e NES sem fio. Criativos, porém defasados.
Centenas de jogos na memória e visual de PC ou de Wii. Não funcionou.
Marca alugada à Ceder Eletrônica: chegam o Dingoo e o Cybergame.
43 anos depois, o Dynavision volta para celebrar a nostalgia. Você está aqui.
Produtos
A trajetória da Dynacom foi marcada pela busca constante por novas experiências para quem ama videogame.

Um dos compatíveis com Atari de maior destaque no Brasil: melhor hardware, joysticks confortáveis e acessório de programação.

A chegada à geração Nintendo, com avanços enormes de imagem e som em relação ao antecessor.

O auge da linha 8 bits: controles novos, turbo, compatibilidade total de cartuchos e som estéreo.

Seis botões e um “AB” que aperta os dois de uma vez. Perfeito para Double Dragon.

A tentativa de entrar nos 16 bits: o único clone de Mega Drive lançado no Brasil.
O Megaboy era um Atari portátil sem fio; o Handyvision levou os 8 bits da Nintendo para um formato compacto e também sem fio.
Fliperama
Quatro clássicos no espírito dos anos 80 e um jogo da nova geração, em alta resolução. Ao trocar de cartucho, repare: a tela fica escura e muda, como o silenciador do Dynavision original.
Use ↑ ↓ (ou W S) para mover a raquete. No celular, arraste na tela.
Quiz
Seis perguntas sobre a história do Dynavision. Tudo o que você precisa está nesta página.
Galeria
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